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PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO: a didática e a diversidade dos modos de interação com a cultura escrita.

Paula da Silva Vidal Cid Lopes e Maria Letícia Cautela de Almeida Machado

Os estudos voltados para a formação de professores alfabetizadores de crianças, jovens e
adultos envolvem discussões sobre os aspectos didáticos específicos da elaboração dos
conceitos básicos de leitura e de escrita e que, necessariamente, estão associados à
diversidade cultural sob diferentes raízes: A raiz social, inerente à história da educação e da
alfabetização no Brasil; A raiz conjectural, referente à variabilidade de cada espaço, tempo e
grupo de trabalho; A raiz subjetiva, suscetível às singularidades de cada criança, jovem ou
adulto que vive a experiência da alfabetização. Tal posicionamento impõe urgência no
desenvolvimento de pesquisas que compreendam as experiências formativas humanas como
processos híbridos e em constante revisão, na medida em que são contextuais e culturais,
concomitantemente. Neste artigo, busca-se relacionar aspectos teóricos e práticos dos
processos de elaboração e interação com a cultura escrita, identificando subsídios para
práticas pedagógicas autorais e contextuais nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Conclui-se que a produção de conhecimentos em cultura escrita se dá de forma integrada aos
aspectos sociais e é consequência de processos culturais instituídos, aceitos e exigidos
socialmente

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